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OBESIDADE EM PEQUENOS ANIMAIS SUAS CARACTERÍSTICAS METABÓLICAS E TRATAMENTO.

A obesidade é a doença mais frequente em cães e gatos na atualidade, 25% a 40% dos cães e gatos adultos estão com sobrepeso ou obesos. A prevalência é maior em animais entre 5 e 10 anos de idade.

O grau de excesso de peso é importante, considera-se que o animal é obeso quando seu peso está pelo menos 20% maior do que o ideal, esse excesso de peso corporal se acumula na forma de tecido adiposo.
A obesidade têm sido associada a diversas doenças. Em um estudo com 48 cães da raça labrador foi visto que, mesmo os animais moderadamente obesos apresentam risco de morbidade e menor expectativa de vida. Neste estudo metade dos animais receberam quantidade controlada de alimento ao longo da vida, enquanto a outra metade foi alimentada ad libitum (grupo controle). O grupo de cães que foi alimentado com quantidade controlada pesou em média 26% menos que o grupo controle. A conclusão do estudo foi que a restrição alimentar ajudou a prolongar a longevidade dos animais sendo 13 anos a média dos animais que tiveram a alimentação controlada e 11,2 anos a média de vida dos animais do grupo controle, além disso retardou o desenvolvimento de doenças crônicas.
Em relação aos gatos a obesidade está associada ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo II. Dados sugerem que 31% dos gatos diagnosticados com diabetes mellitus e com sobrepeso ou obesos poderiam ter seu diagnóstico revertido se os mesmos voltassem a um escore de condição corporal (ECC) ideal (Scarlett et al., 1998)

TECIDO ADIPOSO

O tecido adiposo, já foi considerado fisiologicamente inerte, porém novas descobertas mostraram que é um tecido ativo, produtor de hormônios, como a leptina, resistina, e diversas citocinas (Coppack, 2001).
A produção de citocinas inflamatórias do tecido adiposo, inclue o fator de necrose tumoral (TNF), interleucina B-1 e B-6, e proteína C-reativa. O baixo grau de inflamação crônica da obesidade é suposto como o responsável por diversas doenças crônicas, como a osteoartrite, doença cardiovascular e diabetes mellitus (Coppack, 2001).
O TNF-α, altera a sensibilidade a insulina ao bloquear a ativação de seus receptores (Plomgaard P. et al., 2005). Além disso, a obesidade está associada com o aumento do estresse oxidativo, que também pode contribuir para doenças relacionadas à obesidade (Sonta T. et al., 2004).

CAUSAS DA OBESIDADE

A obesidade é resultado de um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia. Inúmeros fatores de risco que afetam este equilíbrio foram reconhecidos, sendo a castração frequentemente citado como um fator que contribui para obesidade (Lund et al., 2005).
A maioria dos estudos sugerem que após a castração há uma diminuição da necessidade energética (Hoenig M. et al., 2002), mas alguns indicam que o ganho de peso é atribuído principalmente ao aumento do consumo de alimentos (Kanchuk M et al., 2003). Outros fatores de risco, relacionados com a obesidade em cães e gato são: sedentarismo, aspectos ambientais e ofereciemento de petiscos com altos níveis de gordura (Scarlett et al., 1998).
Condições não tão comuns, mas que podem desempenhar um papel em certos casos de obesidade incluem disfunção endócrina (por exemplo, o hipotiroidismo) e obesidade induzida por infeção.

DIAGNÓSTICO

Apesar do riscos da obesidade, é bastante comum os tutores dos animais não reconhecerem que seu animal de estimação está acima do peso. Estudo de Allan et al. (2000) sugere que a subestimação da condição corporal dos gatos pelos tutores, pode ser um fator de risco para o aumento da prevalência da obesidade.
Lund et al, 2005, relata que 28% dos cães e gatos avaliados em consultas veterinários nos Estados Unidos foram diagnosticados com sobrepeso ou obesos pela avaliação de seu ECC, porém desse 28% somente 2% foram avaliados em ECC de um animal de sobrepeso ou obeso, por seus tutores.
O diagnóstico e o tratamento da obesidade são partes importantes do manejo nutricional de cães e gatos.O primeiro passo de um programa eficaz de tratamento de obesidade é o reconhecimento do problema. Talvez, o método mais práticos para a avaliação de obesidade na rotina clínica, seja a combinação de peso corporal e ECC. Existem vários sistemas de ECC, na escala de nove ponto proposto por Laflamme (2006), considera-se que o animal na escala 5 esteja na condição ideal, com este sistema, cada aumento de unidade na ECC é equivalente a aproximadamente 10% a 15% superior ao peso corporal ideal. Assim, um cão ou um gato com uma ECC 8 é de aproximadamente 30% a 45% acima o seu peso ideal.

TRATAMENTO: MACRONUTRIENTES E NUTRACÊUTICOS

O estabelecimento do balanço energético negativo é um passo primordial para o controle e reversão da obesidade. Realizado por meio da diminuição da ingestão calórica, associada ou não ao aumento do gasto energético.
Um objetivo importante para a redução efetiva de peso é o de promover a perda de gordura ao mesmo tempo minimizar a perda de massa magra, o que é diretamente influenciado pela composição dietética. Restrição de gordura nas dietas de perda de peso reduz a densidade das calorias, o que ajuda a reduzir a ingestão de calorias, pois sabe-se que a gordura têm mais que o dobro de calorias por grama quando comparado a proteína ou carboidrato.

PROTEÍNA

A proteína dietética é especialmente importante em dietas de perda de peso, pois possibilita fornecer uma baixa quantidade de calorias, tendo a dieta uma maior proporção entre proteína e calorias, que promove a queima da massa gorda e a manutenção da massa magra (Laflamme, 2006).
O aumento de 35% para 45% da energia proveniente exclusivamente da proteína na dieta resultou em mais de 10% da redução da massa gorda em um grupo de gatos que tiveram taxa de perda de peso idêntica ao do grupo controle. Ainda mais importante foi que a perda absoluta de tecido magro foi reduzida em aproximadamente 50% em gatos alimentados com a dieta de proteína elevada e baixa caloria. (Laflamme, 2006).Um padrão semelhante foi observado em cães, com maior preservação da massa magra, devido ao aumento da proteína na dieta durante a restrição calórica (Bierer, 2004).
A proteína tem um efeito térmico significativo, pois o gasto de energia pós-prandial do metabolismo é maior quando há o consumo de proteína do que quando ocorre o consumo de carboidratos e gorduras. (Hoenig, 2006). Além de contribuir para uma energia negativa contribui para a perda de peso diretamente, pois o efeito térmico da proteína pode colaborar para a saciedade (Crovetti, 1997).
Em humanos, a dieta de proteína elevada contribuiu para a manutenção do peso após sua perda. Dois estudos mostraram que gatos alimentados com uma dieta de proteína mais elevado porém oferecidas na quantidade calculada para um animal em manutenção (NEM) mantiveram um nível elevado de massa corporal magra (Hannah, 1996), e reduziram os marcadores de estresse oxidativo em gatos obesos submetidos a perda de peso em comparação com os alimentados com uma dieta com teores normais de proteína (Tanner, 2006).

FIBRA

A fibra dietética contribui com a diminuição da densidade energética do alimento, portanto, pode ser utilizada para diluir ou reduzir as calórias do alimentos, auxiliando a restrição de calorias para perda de peso (Laflamme, 1995).
A fibra dietética também promove um efeito de saciedade, fazendo com que ocorra uma redução voluntária do consumo total de calorias que são oferecidas através do alimento em cães e gatos, foi visto que gatos alimentados com dietas ricas em fibras restringiram voluntariamente sua ingestão de calorias (Laflamme, 1995).

L – CARNITINA

A carnitina é uma amina quaternária, produzida endogenamente a partir dos aminoácidos lisina e metionina que facilita a beta-oxidação de ácidos graxos, ou seja facilita o transporte de ácidos graxos de cadeia longa a interior das mitocôndrias para permitir a produção de energia. Armstrong et al. (1992) observaram que a L-carnitina reduziu o acúmulo de gordura hepática em gatos e aumentou o metabolismo lipídico.

PROGRAMA DE TRATAMENTO

Uma vez que o clínico e tutor reconheceu a obesidade no animal, é importante desenvolver um plano de tratamento que atenda às necessidades de ambos.
O grau de restrição calórica que induz a perda de peso significativa em um cão ou gato pode ser diferente para cada indivíduo (Laflamme, 1997).O reconhecimento de que os animais podem diferir individualmente em sua Necessidade Energética de Perda de Peso (NEPP) é impotante para ajustar o forneciemento de calorias. Agendar retornos mensais para avaliação do ECC e peso do animal são muito importantes para ver o progresso da redução de peso, além de proporcionar motivação permanente para ajudar na adesão do tutor a terapia proposta (Saker, 2005).Não só a dieta, mas também, o manejo alimentar e exercício físico são extremamente importantes para o programa de perda de peso seja bem sucedido.
A maioria dos clientes fornece guloseimas para seus animais de estimação, ao vez de exigir que eles deixem esta atividade prazerosa, pode-se permitir um ”agrado” igual a 10% das calorias diárias (Yaissle, 2004). Os tutores podem fornecer alimentos de baixo teor calórico ou petiscos comerciais apropriados. É preciso ter cuidado com alimentos não próprios (muito calórico e pouco nutritivos), a tabela 1, mostra a porcentagem de calorias que um petisco representa em uma dieta referente a NEM (Necessidade energética de manutenção) de um cão de 10kg.

Tabela 1. Porcentagem da Necessidade Energética de Manutenção diária totais de petiscos referente a dieta de um cão de 10 Kg.

 

(*) % Valores de referência com base na NEM de um cão de 10Kg.

PREVENÇÃO DA OBESIDADE

Atualmente, pelo menos 1 em cada 4 cães e gatos atendidos por profissionais estão com sobrepeso ou obesos (Lund et al., 2005). Como já foi visto, muitos tutores de animais não percebem que seus animais de estimação estão com sobrepeso, ou obesos e que isso é um risco para o desenvolvimeto de problemas de saúde. Em uma pesquisa envolvendo 200 cães e seus proprietários, foi demonstrado que os proprietários não reconhecem seu cão como sobrepeso (Singh, 2002). Nessa pesquisa, o ECC médio determinado por especialistas, nos cães de estimação foi de 6,3, enquanto que o ECC médio determinado pelos proprietários dos cães for de 5,3. A principal forma de muitos tutores reconhecerem que seu animal de estimação está como excesso de peso é baseada na avaliação de um veterinário (Jackson, 2001). Assim, os veterinários devem instituir a avaliaçã do ECC de todos os seus pacientes em sua rotina clínica, como parte de sua consulta básica e discutir com os tutores a importância de manter um ECC ideal.
Para garantir que todos os nutrientes essenciais sejam fornecidos apesar da redução da energia da dieta, é importante que os animais recebam alimentos com uma proporção aumentada de nutrientes por calorias, tal como formulado adequadamente.

 

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